March 29, 2006

mas Lamas Está Vivo.


February 9, 2006

Internet, blog, querido bloguinho, Jack Me, leitores, olá.

É com certo alívio e algum a-pesar que começo a escrever esse texto que no final, tal como agora mesmo no começo, é só um texto qualquer, como qualquer outro seria, mesmo sendo importante - não que esse seja - para vocês que não eu nem Jack Me, pelo menos.

Mas não quero confusão, tentarei ser mais eu e não deixar que eu mesmo me influencie, para que o texto seja compreendido.

Há muito não escrevo nada aqui ou em qualquer outra parte onde pessoas possam ver, e pretendo continuar assim, embora desse jeito não vá ficar nunca mais, pois estou partindo. Troco esse meu lar por um outro lar na esperança de transformar um destino desconhecido em algo agradável - se é que é possível.

As dúvidas que surgem sobre os outros são as mais incômodas e não vou ser chato a ponto de colocá-las aqui, isso é coisa de blogueiro. De muçulmano. Blogueiro é tudo muçulmano, mano.

Eu, na verdade, só vim dar tchau mesmo. Abandono isso aqui como já fiz e estou fazendo nesse momento com algumas pessoas. Lanço esse bloguinho ao ar e viro as costas esperando que não quebre ao cair e, se quebrar, não faça muito barulho, não acorde os vizinhos e até mesmo os cônjuges. Que quebre de modo quietinho e sem chorar, e morra sem ninguém ver, que é como se deve mesmo morrer.

Jack Me está com a arma em minha formosa têmpora e sinto que não há mais nada a digitar. Morrerei quietinho, mas não posso negar que há o nó de um escoteiro bicha - ou pelo menos, lobinho - em meu peito.

Adeus Jack Me,
Adeus.

A Vida é Impossível, diarinho.


January 24, 2006

Não consigo mais esconder. Vou revelar o real motivo da minha falta de posts: Estou muito acima do peso. E daí? Jack Me pergunta. E daí, Jack Me? E daí os dedos gordos! Sim, isso mesmo. Não aguento mais essa coisa de apertar a tecla “S” e sair “SDEWAXZ”. Neste exato momento digito com unhas de treze centímetros e não pode, unha desse tamanho não pode, desse tamanho, elas abrigam bactérias. Por isso entrei na academia. Preciso perder peso pra poder cortar as unhas. O difícil vai ser malhar o Dêdops, mas acho que nem precisa, na verdade. Além do mais, minha internet logo vai embora e não descobri ainda como acessar a minha própria internet sem alguma internet qualquer ou, quem sabe, conexão.

Agora eu poderia escrever mais uns três parágrafos mas quebrei a unha do dedo médio esquerdo e asd paslaqvrtas começasrasm a… merda.

Quando eu estiver pesando 230kg eu volto. Acho que daí já vai dar, né? Merda, agora quebrei a do mindinho direito.


January 19, 2006

Ainda bem que esta chuva caiu hoje. Eu precisava mesmo ter uma idéia pra ficar rico e a chuva me ajudou. Vou fazer músicas para a grande banda do Rock nacional, o CPM22. Tenho até a primeira letra, ó:

ME DEIXA EM PAZ (de Jack José)

Você me odeia!
Você não me deixou ir no sho-ooow!
Pois agora você vai ver!
Eu não vou arrumar meu quartooooooo!
O meu quartoooooo-oo!

Eu vou comer bolacha antes da janta!
Você vai veeeeer!
Não vou colocar minha roupa na gaveta!!
Eu vou andar de meia na calçada!!
Na calçaaaaaaaadaaaaaa!

Eu vou tomaaaar banho tardeeeeeeee!
E vou lavar a cabeçaaaaaaaaa!
E vou lavar a cabeçaaaaaaaaa!
Eu vou andar pingando pela casaaaaa!
Eu vou contar tudo pra minha vóóóó!
Ela vai falar um monteeee!
Se preparaaaaa! Mas não corta minha mesaaaaadaaaaa!
Senão… eu vou fumar cigarrooooo!

Yeah!

É isso, fiquei rico. Depois, quem sabe eu não consigo vender umas letras para O Rappa? Melhor! Melhor! Los Hermanos! Isso! Que boa idéia.

Obrigado chuva.

(Obrigado chuva? Hm, isso é nome de música do Renato Russo. Eu sou um gênio, meu Deus)


January 17, 2006

Logo quando o blog está para adquirir uma regularidade de posts, quando tudo parece perdido e eu quase culpo Deus por minha infelicidade de ter mesmo que virar um blogueiro, vem uma paixão e me salva. É amiguinhos. E estou quase fazendo uma maluquice irresponsável digna de um comportamento não razoável e por isso correto. Mas se fizer, escrevo sobre. Por hora digo que recomeços são lindos e que vai tudo bem por um lado, ruim por outro e péssimo por reoutro, e que pode ser que eu perca para sempre a internet ou pode ser que eu enriqueça – e a segunda hipótese é bem menos provável.

Acontece que não posso postar enquanto estou com ela e estar com ela é infinitamente melhor do que postar hoje, e até mesmo quem sabe amanhã, e a vida é impossível. Estou também dramaturgando meu segundo texto – é. Como se não bastasse a imbecilidade de manter um blog (ou quase isso) resolvi escrever peças. Já tem gente querendo montar a primeira e eu acho muito merecido porque hoje em dia montam qualquer porcaria mesmo… mas não era isso que eu ia dizer quando abri esse hífen, ou, quem sabe, tracinho. De qualquer jeito, deixa eu fechar essa porcaria e voltar ao texto que já nem queria dizer nada com nada mesmo e nem tem razão de existir (e agora preciso abrir um hífen dentro do outro hífen aberto e pra gente não se confundir eu vou colocar dois) — porque, afinal, pra que razão pra existir qualquer coisa, não é mesmo, minha gente? –

Eu recomendaria duas peças agora pra quem mora em São Paulo mas bateu uma preguiça e como imagino que a maioria dos leitores disto aqui são sertanejos ou, pelo menos, portugueses, não vai fazer muita diferença. Não que o resto do texto todo faça – aliás, Jack me, preciso lembrar de postar um samba enredo e um rock revoltadinho que estou pra escrever há dias e… ah, cansei


January 8, 2006

Esperando sua volta eu fui para frente da televisão hoje. Ver filme em cartaz nas VHFs da vida. Loucura, eu sei. Um dos últimos do Bryan, o estranho. Hm. Apertada a tecla SAP, ouço os ruídos da minha irmã que também quer assistir mas não domina o idioma anglo-saxão nem um pouquinho. Então eu aciono o close-caption do aparelho e ok. A tradução é incrível e alcança o auge quando o personagem diz: Fuck you e a legenda vem como Cala a boca. Minha irmã conclui: Os caras só fazem isso porque os coitados não conseguem ouvir nada!, e eu desisto do filme e morro de rir.


January 6, 2006

Olha a casa nova, Jack Me. Foi você que fiz isso? Fui. Nossa. É eu mesmo, mas ainda não está pronto. Não? Não. Faltam os Arquivos e Busca. Falta também organizar melhor esses textos. Acontece que o cara que coloca as coisas do mundo no ar foi dormir. Ah, hm… o que quer dizer com essa imagem do Bill Murray aí, Jack Me? Claro que não vou contar. Cada um imagina o que quiser. A gente só ama o que imagina, né Jack Me? Tô ligado.

Imaginei que não dormiria hoje. O dia vinha tenebrosamente mal desde que acordei ou, no mínimo, abri os olhos. Coincidências se encarregaram de tornar o dia pior e foi aí que eu senti que estava vivo, no sentido de alive, como um todo, um grande e enorme todo. Daí então, tive um comportamento não razoável e fiz coisas que só Deus ou o Paulo Coelho ou a própria Eva Wilma sabem se vai dar certo. Falei besteira para amigos, fiz ligações telefônicas. Até visitar o Orkut eu visitei. Eu nunca tinha entrado no Orkut, sabia diarinho? Mas era o que eu devia fazer, tenho certeza, Jack Me. Ou, pelo menos, era o que eu queria fazer o que, obviamente, deve dar no mesmo, embora quase nunca dê.

Eu sei que isso vai parecer bobagem, mas no final você só precisa se convencer de que ama alguém para viver algumas horas como deveria viver sempre a sua vida toda, ou quem sabe, até os 29 anos. Até minha taturana já disse isso, mas ah Jack Me, ok, que tipo de gente tem taturana?

Sometimes eu tenho a impressão de que dou voltas para chegar novamente no mesmo lugar, e, admito, não é lá uma impressão muito genial. Enfim, estou sempre lá eu, sempre tomando o caminho mais complicado, como se ainda tivesse 5 anos de idade e não soubesse. Sempre abandonando o doce mais gostoso do mundo sobre a mesa vazia, ao relento, e pegando de volta antes que o gordinho feio meta na boca, ainda que para isso tenha que espernear e gritar e até mesmo sujar meus punhosinhos esbofeteando ferozmente a cara do Caquinha. Todo gordo é Caquinha Suadinho.

Mas como eu dizia ou, pelo menos, escrevia, ou pelo menos, digitava: hoje eu tive angústia e outras coisas assim como sentimentos mesquinhos. Fiquei orgulhoso de mim. Graças a Deus ou, quem sabe, aos meus modos e até mesmo aos meus pais, eu sou bem imaturo e não sei admitir perder nada. Não sei não poder direito. Só sei deixar que vão - meu doce quer ir mesmo para boca do gordinho… eu choro, mas deixo. Pronto, vai lá… Doce burro do cacete. Agora, deixar o meu doce indefeso - louco para vir para o MEU estômago que faz pouco barulho e é super aconchegante - ir parar na barriga global do Caquinha, num estômago gigantão, abandonar, perder perder assim, mesmo, de verdade, eu não sei.


January 3, 2006

A idéia é mudar o template disso aqui e escrever mais. Mas escrever é modo de dizer, você sabe. Vamos! Ânimo! Ano novo, vida nova! Alegria! Uhu.

A grande questã – e não questão, senão, como todos sabem seria O grande questão e não é esse meu intuito (adoro escrever coisas absurdas como intuito) - é, tchantchanranram: Preguiça. Falta-nos a vontade de fazer, não é Jack Me? Não? Ah, desculpe, me enganei. Isso, eu me enganei. Estou cheio de ânimo e esperanças renovadas, afinal, temos um ano inteiro e, até mesmo quem sabe, dois ou três pela frente – embora tenhamos mais de vinte já para trás, a expectativa de vida ainda é alta.

Então, vamos lá. Vamos rumo ao infinito, onde todos os templates são bonitos, assim como as mulheres e crianças. Eu sei o que é o inferno, ou pelo menos, imagino. Assim como imagino que tudo vai dar certo, como bem disse meu horóscopo que li dia desses. Ontem, eu acho.

Quando fazia a diagramação de uma revista, eu tinha, sei lá, 17 anos, deixa eu contar esse segredo, eu inventei um horóscopo. Inventei mesmo. Peguei o horóscopo passado, troquei umas palavras, coloquei o que era de Touro em Leão e o que era de Capricórnio em Los Angeles e assim fui montando meu próprio horóscopo feito por mim o que me torna, e isso ninguém pode negar, astrólogo, ainda que por um dia. Portanto, na condição de astrólogo por um dia, faço a previsão de que esse ano vai ser muito melhor do que o passado. Afinal, além de Copa do Mundo – que é a maior mudança do cosmo, pois segundo o gênio incomparável Galvão Bueno, despertam os deuses do futebol e eu não preciso dizer aqui o que acontece quando despertam os deuses do futebol - Júpiter está em Vênus e, todo mundo sabe, quando Júpiter está em Vênus é uma maravilha. Nem tanto quanto quando encontramos Plutão em Aquário, ou mesmo em Sol maior sustenido - provocando a explosão alegre e cataclísmica: “P. in G#” - mas ainda assim, uma grande maravilha, o que me enche de vontade e crença. O que me faz, seguir demais, no horizonte dessa highway, como diria o grande grande, ilustre salve salve Humberto Gessinger. Gênio. Símbolo do rock´n roll do sul desse Brasilzão ou hoje até quem sabe do país inteiro! - Ele já tocou até no Hollywood Rock! Uhu.


December 31, 2005

O ano está no fim mas sempre há tempo de piorar.
Estou em casa agora e, provavelmente estarei também mais tarde, o que significa que passarei a virada do ano sozinho, o que, vamos admitir, não é de todo mau e é até um bom começo, já que em 2006 tenho planos de me abandonar e cultivar só inimigos que nunca, nunca decepcionam – exceto, claro, quando fazem algo burro. A idéia de ter amigos de repente e mais do que nunca, me assombra. Só de imaginar a possibilidade de ver meus amigos todos reunidos numa viagem de fim de ano para Mongaguá, brincando e rindo e tomando sol como se fosse água mineral sem gás, tendo me deixado de fora, só de cogitar me sentir excluído, tenho arrepios na coluna, vontade de vomitar e quase que uma lágrima escorre por minha face e seca sem tocar o chão, como diria o grande ilustre salve salve Frejat – acreditem portugueses, vocês não querem saber quem é Frejat.

Eu sou tão jovem para ter insônia, meu Deus. Quando me dizem que ainda há muito pela frente eu sinto tanto, tanto. Não que eu vá fazer como as garotinhas do filme da Sofia filhinha mimadinha do Francis, que eu vá bancar o virgem suicida, não. Jamais. Até porque, se eu morrer agora, ou mesmo daqui a uma semana ou quem sabe, duas, vou ser enterrado num cemitério horrível, mal localizado, e não terei nem lápide. Quem sabe eu tenha, e olha lá, uma cruz de madeira velha, com uma plaquinha com meu nome sonoro, que ninguém nunca iria visitar ou ler ou até mesmo quem sabe, saber que existe. É melhor eu me matar quando for velho, quando tiver, sei lá, 27 anos e for um astro do rock. Acho então que vou comprar uma guitarra e aprender a tocar, seria um bom começo. Se bem que ser um astro do rock deve te dar muitos amigos e, hm, eu tenho tanto medo disso. Só os amigos são capazes de te fazer mal, Sputnik.


December 28, 2005

Fim de ano, blablabla, um post.

Como sempre acontece em fins de anos desde os tempos mais primórdios ou, pelo menos, desde que me lembro, criaturas do mundo todo ficam amiguinhas e nostálgicas, serelepes. É uma coisa meio varejão: os caras fecham pra balanço. Começam a pensar toda a sua vida, lembrar de gente que morreu e até de gente viva, pensam em tudo que fizeram durante os trezentos e sessenta e poucos dias do ano, essas coisas. Se eu avaliar bem, se eu me esforçar e avaliar bem mesmo e me transformar num varejão, no Supermercado Semar, e fizer um balanço, eu nem vou precisar questionar nada para ver que todos os anos da minha vida, ou pelo menos os que me lembro, foram a mesma coisa. Alguns dias aqui, outros ali. Fazendo algumas coisas aqui, não fazendo nada ali. Gerundiando aqui, atuando ali. A mesma bosta.

Quando eu tinha cinco anos imagino que não pensava nessas coisas. Quando eu tinha cinco anos a vida era muito melhor. Eu diria até que até meus cinco anos eu vivi. Eu diria se me lembrasse, porque não me lembro. Eu comecei a lembrar depois que eles chegaram e eu passamos a ser nós. Foi quando havia um fazendo coisas, outro olhando, outro dizendo sim, outro não e tudo misturado, uma beleza. Eu saí desta cidade aqui, esses dias. E as pessoas que moram nesta cidade, eu pude saber quando saí daqui, não são gente. É. Elas são alguma outra coisa que precisa parecer inteligente e rir do que não entendeu, engolindo sapos como se fossem cogumelos. Elas são alguma coisa sem horizonte, coisas que abrem a janela e dão de cara com paredes. Gente é outra coisa.

É claro que o texto que o leitor aí continua lendo – pois é gentil - deve estar uma merda, mas nunca que eu vou voltar e ler e revisar e tentar melhorar alguma coisa aqui. Na verdade, eu deveria fazer uma e eu diria mesmo a única coisa para qual tenho talento nato - tanto que acho até que já fiz sem perceber em menor grau – eu deveria abandonar isso aqui. Mas não abandonar como agora, de leve, na maciota, não. Eu deveria abandonar igualzinho fiz com um monte de gente ou, pelo menos, pessoas; igualzinho eu fiz com alguns sonhos dos quais ainda lembrava, igualzinho acabo de fazer com minha lei de nunca choramingar, igualzinho fiz com o eu de cinco anos - que no meio de nóis tudo aqui ó, sumiu. Acho que algum de nós defecou ele, coitado.

Então eu vou poupar esforço, facilitar para mim mesmo e fazer o que sei fazer. Vou rumo ao abandono - principalmente de mim mesmo, já que acho que não tenho mais a quem abandonar, graças a Deus - nesses próximos tempos, esquecendo vocação, vontade e todas essas bobagens porque, hm, porque ganhar dinheiro de verdade é preciso, viver não é preciso. E assim, depois do esforço que me custou apenas alguns segundos para terminar mal o que começou ruim, pois digito com razoável rapidez, finalizo com feliz 2006 o meu último texto de blog, mesmo que seja só até o próximo, afinal de contas, mesmo que eu não viva e não queira, a vida é minha e eu não tenho nada a ver com isso.


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